A síndrome da ceratoconjuntivite seca em cães faz parte da rotina oftalmológica e requer cuidados específicos e acompanhamento. Esta síndrome se caracteriza pela diminuição ou ausência da quantidade de lágrima produzida pelo animal, ou as vezes, por uma deficiência qualitativa do filme lacrimal.
Nossos pequenos tendem a sentir muito desconforto, ardor e coceira na região dos olhos. Esse incomodo pode levar a casos mais graves como as lesões em córnea, ou se tornar crônica e comprometer a função visual.
Algumas raças são mais predispostas destacando-se Pug, Shihitzu, Cocker Spaniel, Lhasa Apso, yorkshire, e Buldogues. Porém na rotina também tenho visto muitos cães SRD acometidos. Outras doenças sistêmicas também podem levar ao aparecimento da ceratoconjuntivite seca em cães. Nos gatos também ocorre em raças predispostas como os persas e himalaias, ou secundária/associadas a infecções sistêmicas.
Os sintomas comuns que podem ser notados pelos tutores são: inflamação constante, olhos vermelhos, secreção ocular(remela), fotofobia, ardor, dor, entre outros. O tratamento na maior parte dos casos é clínico e com bons resultados, porém requer uso continuado de colírios, e acompanhamento.
Como não há uma cura, o controle e o monitoramento junto a um oftalmologista veterinário é essencial.
Ao notar um desses sintomas procurar uma avaliação especializada. Na fase inicial da síndrome há maior reversão dos sintomas e estabilização do quadro, quando já há uma cronicidade o tratamento é fundamental para melhor qualidade e conforto ocular.
Dra. Nara Correa